A descoberta que pode mudar a história da evolução humana
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Guillem1
A Humanidade teve mesmo origem na África?
Esse estudo aqui está complicando a resposta rápida da pergunta.
Porque levanta uma outra possibilidade: a da nossa origem ser europeia.
A evidência é o crânio parcial de um primata,
encontrado em um sítio arqueológico de quase 9 milhões de anos na Turquia.
O fóssil, analisado por uma equipe internacional,
põe em xeque o consenso da África como berço do ser humano moderno.
Sugere, em vez disso, que nossos ancestrais começaram a evoluir
na Europa – antes de migrar para o continente africano.
Uma reviravolta no que sabemos sobre o passado da civilização.
Seríamos todos europeus?
Sempre que uma descoberta assim vem a público,
a gente não pode cair numa armadilha comum: a de logo desacreditar as pesquisas científicas
de antes. Aquelas que há anos sustentam o nosso conhecimento sobre a pré-história.
Mas, claro, a Ciência evolui. E essa teoria amplamente aceita de que os seres humanos
surgiram na África vem sendo questionada nos últimos anos. Por diferentes especialistas e
publicações. O estudo desta revista especializada que eu mencionei há pouco é mais um a fazer isso.
Qual o grande questionamento, afinal? O que sabemos sobre as nossas origens,
que pode não ser mais suficiente para explicar o surgimento dos humanos de hoje?
Parte da história de como tudo começou, você com certeza conhece – ou já ouviu falar:
o ser humano evoluiu dos macacos, na África. E é mais ou menos isso
mesmo. Pelo menos na versão mais difundida pela comunidade científica.
Para resumir...
A nossa linhagem teria se separado dos chimpanzés há mais ou menos 7 milhões de anos. Em torno de
20 espécies humanas primitivas – que chamamos de hominídeos - surgiram desse desligamento. Muitas
foram extintas. A maior parte, na verdade. As que restaram, acabaram dando origem a nós, homo
sapiens. Isso foi uns 300 mil anos atrás, embora haja divergências sobre uma data específica.
O importante para a discussão aqui é ter em mente o seguinte:
essa é a principal forma como costumamos enxergar o nosso aparecimento. Viemos da África e migramos
para outras partes do mundo. Pronto! É algo que aprendemos desde cedo. Na escola, inclusive.
Está errado? Não cem por cento. Até porque parece meio natural atribuir ancestralidades à África:
o continente ”mãe de todos os outros”, “berçário da Terra”,
onde foram achados os primeiros registros de organismos vivos e os mais antigos fósseis
de dinossauro. Fósseis humanos então, nem se fala! São muitos.
Você talvez se lembre da Lucy. Foi a partir de análises dos ossos dela,
descobertos na década de 1970 na Etiópia, que a Humanidade repensou o próprio passado. Lucy
nos ajudou a entender que há 3 milhões de anos nossos antepassados já caminhavam de forma ereta,
mas viviam entre as árvores e o chão. Tudo para fugir de predadores – sem ter que morrer de fome.
E onde foi isso? Como eu disse, na África!
Viu só? Não tem jeito. Esse território