As Piramides
Consideradas, até hoje, como uma das mais complexas estruturas arquitetônicas da história, as pirâmides do Egito são rodeadas pelo mistério e fascínio. Pouco se sabe sobre o seu método de construção, já que na época não existiam as tecnologias que são usadas hoje para o levantamento de rochas pesadas em toneladas.
Acredita-se que, para erguer essas majestosas edificações, foram usados trenós, cordas, troncos e rampas, aliados a um sistema de alavancagem e até à força das águas do Rio Nilo, cujas cheias eram aproveitadas para o transporte de pedras pelo seu leito.
No entanto, por mais que existam especulações e diversas teorias sejam levantadas, não há nada concreto ou que defina com certeza como as suntuosas obras arquitetônicas foram erguidas, em uma época com poucos e limitados recursos tecnológicos.
Teorias da conspiração e especulações fantásticas, afirmam que as pirâmides teriam sido construídas com a ajuda de seres mágicos ou extraterrestres. O fato é que, embora os dados sobre as construções não definem completamente o método de construção, as obras foram feitas pelos seres humanos. O pensamento xenófobo e etnocêntrico tende a diminuir os feitos das obras de fora da Europa ou feitas por civilizações ocidentais.
Junto ao mistério, as pirâmides estão mergulhadas no misticismo egípcio. Tendo finalidade religiosa, acredita-se que as pirâmides serviam como túmulos para os antigos faraós do Egito. Os egípcios acreditavam na ressurreição, e as pirâmides seriam como palácios para que os antigos reis do Egito pudessem desfrutar a sua vida após a morte.
Mesmo com um grande esforço de historiadores e arqueólogos, não existe uma certeza definitiva sobre o porquê de sua existência e sobre como elas vieram a existir, mas a cultura e as crenças do antigo Egito dizem muito sobre elas e, para entendê-las, devemos voltar para a antiguidade, com muita história.
Construídas de pedras calcárias há mais de 4.500 anos, as pirâmides eram estruturas grandes e suntuosas utilizadas para guardar os corpos, pertences, animais e riqueza dos faraós egípcios.
Os blocos de pedra utilizados para compor as estruturas pesavam mais de duas toneladas e eram carregados e encaixados uns nos outros. As análises historiográficas e o estudo das estruturas nem sempre identificam elementos ou materiais usados para colar um bloco de pedra no outro.
No interior, muitas pirâmides além da câmara mortuária e de salas e ante salas para guardar os bens do faraó, possuíam galerias, corredores estreitos, passagens secretas e labirintos que levavam a lugar nenhum. A estrutura era construída para evitar o fácil e rápido acesso ao corpo e aos tesouros do faraó.
No antigo Egito, os faraós eram considerados como os representantes dos deuses na terra, eram os responsáveis por fazer a mediação entre os humanos e os deuses, por isso, deveriam ter seus corpos e pertences preservados já que voltariam à vida.
Quem mandou construir as pirâmides do Egito?
As pirâmides foram construídas a mando dos faraós para ostentar poder político, servir de túmulo ao corpo do governante depois de morto e também guardar os pertences pessoais e riquezas do faraó. Cada faraó, portanto, exige aos escravos a construção dos túmulos.
As pirâmides de Gizé, por exemplo, foram construídas na região de mesmo nome, a mando dos faraós Quéops, Quéfren e Miquerinos, nomes que também batizam os túmulos. A pirâmide de Djoser, também chamada de Pirâmide de Sacará ou Pirâmide de Degraus, foi construída a mando do faraó Djoser. Geralmente, as pirâmides levam o nome do faraó que mandou erguer a construção para guardar seu corpo, bens e riquezas.
Tendo seu início datado em 3200 a.C., o Egito foi uma das sociedades mais desenvolvidas da antiguidade. Uma prova disso é o fato de que a grande pirâmide de Gizé foi a maior estrutura construída pela humanidade até o século XIV.
Sua sociedade era dividida em uma pirâmide social, tendo no topo o faraó e sua família, seguidos pelos sacerdotes e aristocratas, depois pelos militares e escribas, em sequência pelos artesãos e comerciantes e, na base da pirâmide, pelos escravos e camponeses (em sua maioria escravos de guerras). A alta posição social dos sacerdotes era o reflexo da marcante presença religiosa na cultura egípcia.